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Como viver de renda passiva?

Especialistas explicam que viver dos rendimentos de investimentos é possível, mas exige disciplina e conhecimento.


Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A renda passiva pode ser entendida como um valor originado da remuneração de investimento em produtos do mercado financeiro.


Para especialistas consultados pela Forbes, existem quatro tipos de investimentos mais indicados para quem busca uma carteira que permita viver apenas da renda passiva.


Para que isso seja possível, é preciso fazer algumas considerações. Independente do portfólio, o investimento necessário para gerar uma renda que cubra as despesas do indivíduo ou de uma família é considerável, alerta a head de renda fixa do Research da XP Investimentos, Camilla Dolle.


A fim de determinar esse valor, o sócio da Fatorial Investimentos, Jansen Costa, indica multiplicar o custo de vida mensal por 12 para saber o custo de vida anual. Feito isso, deve-se dividir esse valor pela taxa de juros real da sua aplicação. O resultado será o montante que deve ser investido.


Dessa forma, uma pessoa que possui um custo de vida mensal de R$ 5 mil, terá um custo anual de R$ 60 mil. Considerando uma taxa de juros de 6% ao ano, será necessário investir R$ 1 milhão para receber R$ 5 mil todo mês.


Importante frisar que deve ser considerada a taxa de juros real da aplicação. Afinal, se um investimento rende 10% ao ano e a inflação é de 4% ao ano, o investidor só pode contar com a diferença de 6% para manter seu poder de compra.


Segundo o economista e sócio da BRA, João Beck, outros erros comuns devem ser evitados, como não considerar gastos esporádicos, nem aumentos nos preços dos planos de saúde.


"Eles têm ficado mais caros em todo o mundo, especialmente para pessoas com idades mais avançadas”, aponta Beck.


Investimentos mais indicados


  • Tesouro Direto com juros semestrais


Representam papéis da dívida do governo brasileiro e permitem que o investidor conheça qual será a rentabilidade da sua aplicação no momento do investimento.


Geralmente, esses papéis têm prazos de vencimento de meses ou anos e é necessário respeitar esses períodos para receber a rentabilidade contratada.


Os títulos com juros semestrais pagam por semestre os rendimentos na forma de cupons, podendo combinar diferentes títulos para receber rendimentos todos os meses.


Para quem busca uma renda passiva periódica, o mais recomendado pelos especialistas são os títulos com juros semestrais.


Para investidores que querem aumentar o patrimônio, o mais indicado é investir em títulos com prazos de vencimento maiores que acabam por se beneficiar dos juros compostos.


  • Ações com dividendos


Parte do lucro líquido de uma empresa é distribuído entre os acionistas para assim complementar à valorização da ação.


A periodicidade dessa distribuição fica a critério de cada empresa e pode ser mensal, trimestral, semestral ou anual.


De acordo com o CFA e fundador da Nousi Finance, Andrey Nousi, “para se proteger das instabilidade brasileiras, por exemplo, vale explorar a opção de receber dividendos em dólar, que tendem a se valorizar em momentos de incerteza.


Fundos imobiliários com dividendos

Distribuição costuma ocorrer mensalmente e são divididos em dois tipos: fundos de tijolos, aqueles focados em imóveis físicos, e fundo de papel, investem em títulos de renda fixa ligados ao mercado imobiliário.


Tanto os fundos de tijolos como o fundo de papel pagam proventos e são obrigados por lei a distribuir ao menos 95% dos seus lucros aos acionistas.


  • Previdência privada


É um tipo de investimento de longo prazo que permite ao investidor depositar quantias mensais por um determinado período e, então, receber esses recursos de volta, mas com juros.


A primeira fase, conhecida como fase de acúmulo, costuma durar de 20 a 35 anos. Nesse período, os gestores dos planos aplicam os valores em diversos produtos.


Já na segunda fase, a de renda, o investidor poderá optar por receber seus recursos através de parcelas mensais.


  • Renda fixa ou variável?


Andrey Nousi lembra que os dividendos distribuídos por ações e fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro Direto, a depender do prazo de vencimento, são tributados de 15% a 22,5%.


Ele explica que “Títulos do Tesouro que rendem cerca de 12% antes da tributação passam a render 10% com ela, mais ou menos. Enquanto isso, existem fundos imobiliários com rentabilidades maiores”.


Da mesma forma, João Beck afirma que, com a alta da Selic, ações de algumas empresas foram impactadas e são negociadas com preços descontados, podendo oferecer oportunidade para investidores.


Beck finaliza dizendo que “olhando no passado recente, compreendo que a renda fixa venceu em larga escala o Ibovespa, mas o investidor não deve cair na armadilha do efeito retrovisor”.


Fonte: Portal Contábeis com informações da Forbes Money

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