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Mesmo com melhora no cenário, ocupação dos escritórios só deve retomar nível pré-pandemia em 2025

Com a mudança para o home office, muitas empresas esvaziaram seus escritórios presenciais ou mudaram para lugares menores.

Pixabay

Os edifícios comerciais e corporativos ainda precisam percorrer um longo caminho até se recuperarem totalmente dos efeitos da pandemia, que levou muitos trabalhadores para o home office e fez empresas reduzirem a área total dos seus escritórios.


Se a recuperação se mantiver firme, a ocupação desses imóveis levará cerca de três anos para atingir os mesmos níveis vistos antes da chegada do Covid-19 na cidade de São Paulo.


A estimativa foi feita pela gestora Mérito Investimentos, a partir de números de mercado levantados pela consultoria Buildings.


A taxa de vacância desses edifícios hoje está em 20,9%, um dos patamares mais altos já registrados pelo setor. Até o começo de 2020, esse indicador era de 15,1%. Segundo a Buildings, há crescimento no volume de locações desses imóveis.


A absorção líquida (saldo entre áreas alugadas e devolvidas) foi positiva em 47 mil m² no segundo trimestre e 38,5 mil m² no primeiro trimestre. Já ao longo de 2020 e 2021, os números ficaram no campo negativo.


Para retomar o nível de vacância da pré-pandemia, a Mérito projetou a absorção líquida média de 72 mil m² por trimestre até 2025. A projeção leva em conta o mesmo ritmo de locações vista no mercado paulistano entre 2017 e 2019. Portanto, um dado factível. Se isso vai acontecer, de fato, dependerá do ritmo de crescimento da economia como um todo, pois é isso que faz as empresas decidirem ampliar seus escritórios.


Na avaliação do fundador e presidente da Mérito, Alexandre Despontin, uma vacância de 15% ainda não será suficiente para provocar a valorização dos aluguéis.


A subida dos preços só acontece quando a desocupação gira entre 10% a 12% da área, o que configura demanda maior que a oferta (situação mais vantajosa para o proprietário do imóvel).


A exceção está nas regiões mais procuradas por empresas, como eixos da Faria Lima, Vila Olímpia e Av. Paulista, nos quais a vacância tem caído consideravelmente.


Fonte: Portal Contábeis com informações Estadão Broadcast+

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