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Mitos e verdades sobre o Open Banking e as consequências para o consumidor

Especialistas comentam os principais mitos e verdades sobre essa novidade que promete revolucionar o mercado financeiro


Mitos e verdades sobre o Open Banking e as consequências para o consumidor
Foto: Pixabay

Com a proximidade do início da segunda fase do open banking estabelecida pelo Banco Central, muitas dúvidas e incertezas surgem na cabeça do consumidor e das empresas sobre os impactos e consequências do sistema.


Além de revolucionar a indústria financeira, o sistema promete gerar novas oportunidades de produtos e serviços.


Muito comparado ao PIX, fenômeno que já chegou a mais de 250 milhões de chaves cadastradas, o Open Banking pode significar crescimento e novas oportunidades para quem aderir ao sistema.


Pensando nisso, especialistas da Teros, empresa especializada em soluções tecnológicas para o open banking, comentam os principais mitos e verdades sobre essa novidade que promete revolucionar o mercado financeiro.


Mito: O consumidor ou empresas ficarão fragilizados em relação a exposição de seus dados

Verdade:


O efeito deverá ser contrário, pois agora de fato, o consumidor é dono de seus dados e somente a partir do seu consentimento, poderão compartilhar qualquer informação.


A regulação de Open Banking, bem como de LGPD, protege os consumidores e exige que cada transação de dados seja feita apenas sob o consentimento do usuário, de forma clara, transparente e com finalidades específicas.


Além disso, caso o consumidor tenha cedido seus dados e por qualquer motivo, não queira mais compartilhar, o seu banco tem obrigação de disponibilizar um serviço pelo app ou internet banking para que ele possa “desistir” de compartilhar.


Mito: Haverá um maior volume de ofertas indesejadas - ligações de telemarketing, e-mails, entre outros


Verdade:

O volume de ofertas deve aumentar, mas não deve ser de ofertas indesejadas, tendo em vista que as ofertas surgirão a partir do interesse do consumidor em liberar os seus dados para outros bancos ou fintechs de serviços que lhe interesse.


Sem dúvida, mais empresas irão se aventurar a prestar serviços financeiros e mais ofertas surgirão. Então, cabe ao consumidor também estar mais atento aos “aceites” que dão, de forma que isso traga mais benefícios do que incômodos.


Mito: O consumidor deixa de ser proprietário de suas informações pessoais


Verdade:

Ao contrário. Agora sim seremos os donos. Antes eram dos bancos que tínhamos conta. O sistema tradicional, até então fechado, se abre para novas instituições e produtos, passa a conferir mais controle e autonomia, além de promover mais oportunidades de satisfação para os seus clientes.



Mito: Pode haver exposição da vida privada das pessoas com a troca de informações sobre compras, hábitos de consumo, locais que frequentam etc


Verdade:

Tudo, de certa forma, que fazemos em nossos celulares, sites, GPS, tem um ” tracking”. Mas open banking não é isso. Trata-se do seu histórico financeiro que poderá ser compartilhado, quando quisermos, para uma finalidade que nos interesse.


Mito: Uma vez disponível, o consumidor nunca mais terá controle dos seus próprios dados.


Verdade:

O seu banco tem obrigação de disponibilizar um serviço pelo app ou internet banking para que ele possa “ desistir” de compartilhar, editar um consentimento dado anteriormente ou mesmo revogá-lo.


Fonte: Teros

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