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Pix terá cartão para transações offline por aproximação com celular

O presidente do BC anunciou que o cartão Pix, aproximado a um celular, permitirá a transferência de dinheiro.


Pix terá cartão para transações offline por aproximação com celular
Foto: Marcello Casal Jr Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, anunciou que será criado um cartão Pix para uso offline.


Segundo ele, o cartão foi escolhido porque a tecnologia preferida é a de aproximação e, ao aproximá-lo de um celular, permitirá a transferência de dinheiro online para offline no cartão.


"Vai funcionar como um cartão de ônibus, com uma tecnologia supersegura. [...] Vamos em breve oferecer esse produto também", afirmou no webinar "As moedas digitais do Banco Central", realizado pelo escritório Mattos Filho Advogados nesta quarta-feira (30).


Campos Neto pontuou que há três tecnologias nesse campo, e a mais segura em sua opinião é a por aproximação.


"Você vai poder usar o cartão no mundo offline e quando você voltar ao mundo online você pode transferir o seu saldo de volta", completou.


O presidente do BC voltou a afirmar que o PIX foi uma "grande surpresa" para a instituição. De acordo com ele, 80% das pessoas que usam conta em banco já utilizam a ferramenta.


São 245 milhões de chaves e 4,5 milhões de empresas que utilizam o sistema. Em maio, 60% de todas as transações financeiras do Brasil (em número, não volume de recursos) foram feitas por PIX, ainda conforme o presidente do BC.


Lançado oficialmente em outubro do ano passado, o Pix permite pagamento instantâneo a qualquer hora ou dia através de uma chave, que pode ser CPF, CNPJ, e-mail, número de celular ou chave aleatória.


Operações financeiras digitais

Dados da Pesquisa Febraban de tecnologia bancária, feita em parceria com a Deloitte, mostram que houve aumento das operações digitais. As transações bancárias feitas por dispositivos móveis, como o celular, totalizaram 52,9 bilhões de operações em 2020.


O número recorde é um avanço de 43% em relação ao observado em 2019 e, pela primeira vez na série histórica, representa mais da metade de todas as transações feitas durante o ano. Ainda segundo o levantamento, 90% de todas as contratações de crédito registradas em 2020 foram feitas por canais digitais.


O movimento, que ganhou tração diante da pandemia do coronavírus e do maior uso do mobile e internet banking pelas transações referentes ao auxílio emergencial, também teve outros efeitos na indústria bancária.


Segundo a pesquisa da Febraban, operações feitas por meio do internet banking, dos caixas eletrônicos e das agências tiveram redução de 0,1%, 8,8% e 28,3%, respectivamente, em comparação a 2019.


Em relação às agências, que representaram apenas 3% do total de transações (que caíram 28% na comparação anual), os executivos afirmam que os espaços físicos ainda terão relevância, principalmente para tratar contratação de produtos e serviços mais complexos, como renegociação de dívidas.



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